segunda-feira, 15 de agosto de 2011
















Quero escrever mais páginas deste livro da minha vida, para não esquecer como é bom ainda estar no mundo.

Não quero muitas linhas cinzentas e tristes, melancólicas e solitárias, quero linhas que me mostrem coragem e o melhor caminho. 

Quero que a fé nunca me abandone nas tormentas e escorrace o Adamastor, que os negrumes não fiquem parados muito tempo à minha porta e não me levem a alma.

Quero viver até aos cem anos, partilhar a alegria de viver, quero cores e flores, muitos sabores, sorrisos e beijos enfeitados de açúcar.
























Quero passear ainda muitas vezes pela minha Lisboa tão amada e guardar o meu Tejo no olhar.

Quero páginas ondulantes como as ondas do mar, perfumadas pelos ventos do sul, sentir a areia das praias do meu doce Al-Gharb e o mar quente a envolver-me.

Quero ser feliz num castelo que construí com as pedras do caminho, tal como Pessoa, sentir sempre como Camões que o amor é fogo que arde sem se ver e continuar a ser como a Florbela… amaramar perdidamente… 



















sábado, 13 de agosto de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011





A Pena de Morte não é suficiente para certos crimes, mas ao menos evita-se o sustento permanente de “máquinas” destruidoras, com direito a cama, mesa e roupa lavada, psicólogos e padres a tentarem descobrir algo em “peças” revestidas de carne. Não há como descobrir uma mente ou uma alma no seu interior, não há.

Não é só quando a desgraça nos bate à porta que temos de ponderar os castigos. Eu não perdi ninguém nestes massacres, mas imagino bem a dor e o desejo de justiça de todos os que perderam os filhos, familiares e amigos. Por isso penso que tem de haver a pena máxima para casos destes. Pode não servir de exemplo para as outras “máquinas” destruidoras, já que para estas a Vida não tem qualquer valor, mas faz-se Justiça. Penas de 25 anos ou perpétuas também não chegam, são apenas mais gastos para a população e não consolam as lágrimas e a dor da ausência, a torturante imagem do sofrimento que levou à morte os seres queridos.

E Deus também não tem culpa nenhuma se há terroristas e criminosos. Não podemos dizer que “se Deus existisse mesmo não deixava que isto acontecesse”. Nem sabemos de quem é a culpa, só sabemos que há “máquinas” espalhadas pelo mundo com um único desejo: destruir. 








quarta-feira, 20 de julho de 2011




Cristóvão Colombo pôde descobrir a América porque... ERA SOLTEIRO!

Se Cristóvão Colombo fosse casado, teria ouvido da mulher o seguinte:
- E porque é que tens que ir?
- E porque é que não mandam outro?
- Vês tudo redondo?! Estás louco ou és parvo?
- Não gostas de visitar a minha família e vais descobrir o novo mundo?!
- E vão viajar só homens? Achas que sou estúpida?
- Porque é que eu não posso ir se tu és o chefe?
- Desgraçado... já não sabes o que inventar para estar fora de casa!
- Se saíres por essa porta vou-me embora para a casa da minha mãe!
- E quem é essa tal Niña? Que Pinta?! Que Maria? De que Santa estás a falar?!
- Tinhas tudo planeado, maldito!
- Vais-me enganar?
- A Rainha Isabel vai vender as jóias dela para poderes viajar? Achas-me parva ou quê? O que é que tu tens com essa velha?
- TU... não vais a lugar nenhum!
- Não vai acontecer nada se o mundo continuar plano. Não te vistas...
- Tu… NÃO VAIS… NÃO VAIS… E NÃO VAIS!

(Definitivamente... SÓ PODIA SER MESMO SOLTEIRO!)


(Autor desconhecido)




quarta-feira, 13 de julho de 2011




















Betty: 
 
-  Just thinking about the future… sometimes it’s hard to take the next step…


Justin:
  
-  Someone told me that when the time is right… you’ll just know…

























sábado, 9 de julho de 2011




Sente-me nos pequenos silêncios dos teus dias

Sente-me nos teus minutos de solidão

Estarei onde precisares de mim

Para te amparar as lágrimas das desfeitas

Ou para ser a alegria da tua alegria





Sente-me nas brisas mornas das tardes

Para te embalar nos teus sonhos

As tuas ideias serão os meus tesouros

Os teus desejos os meus desejos

Estarás no pensamento do meu coração

E no amor dos meus sentidos



 







quarta-feira, 6 de julho de 2011









I Dreamt That I Dwelt in Marble Halls


I dreamt that I dwelt in marble halls,
With vassals and serfs at my side,
And of all who assembled within those walls,
That I was the hope and the pride.

I had riches too great to count, could boast
Of a high ancestral name;
But I also dreamt, which pleased me most,
That you lov'd me still the same...

    That you lov'd me, you lov'd me still the same,
    That you lov'd me, you lov'd me still the same.

I dreamt that suitors sought my hand;
That knights upon bended knee,
And with vows no maiden heart could withstand,
They pledg'd their faith to me;

And I dreamt that one of that noble host
Came forth my hand to claim.
But I also dreamt, which charmed me most,
That you lov'd me still the same...

    That you lov'd me, you lov'd me still the same,
    That you lov'd me, you lov'd me still the same.




The Bohemian Girl

Michael Balfe
Alfred Bunn






quarta-feira, 29 de junho de 2011

Chá de Amor




Thou art to me a delicious torment

Ralph Waldo Emerson 





























Dei-te a mão e segui-te sem contar os dias e as noites…


Para escrevermos uma história que vem em todos os livros...
sempre repetida...
mas nunca igual…


Continuo a adorar estes anos de calmarias e tempestades…


As partidas e as chegadas, as palavras e os sorrisos…


Em mim, em ti, haverá sempre este olhar, este beijo...
longe ou perto…


Haverá sempre um chá de amor...

Perfumado por um sonho feito realidade…






sexta-feira, 24 de junho de 2011

A meias



There is no remedy for love but to love more.

Henry David Thoreau



























Partilho contigo o meu castelo perdido no som da tua voz…

Cortamos as ameias em gomos a meio do caminho…

Trocamos abraços de mar espelhados nas cores do Sol…

Segredamos a meias olhares que as noites e os dias inventam…

Caminhamos cúmplices no horizonte de beijos de flores…