quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Um minuto de felicidade



Hoje estou contente, feliz, feliz, feliz!
Quero dançar no topo do Mundo...
Saltitar no pôr-do-sol do Al-Gharb...
Mergulhar nas ondas e nadar até ao Infinito...

Hoje sinto-me feliz...

Sabes porquê?

Porque sim, porque no deserto há sempre um oásis...
Porque há sempre uma luz que nos aquece...
Porque não existem só coisas más...

Por isso quero dividir a minha alegria contigo, contigo, e contigo...
Quero contagiar-te com toda a minha energia...

Sentes?


Hoje esqueci os males para ser um pouco egoísta e viver este minuto de felicidade de todas as cores...

Desculpa estar a ser tão individualista, mas não resisto…


HOJE...
ESTOU...
FELIZ...!




sábado, 10 de janeiro de 2009

Jangada





Flutuo na orla da Vida…
Como um náufrago perdido no oceano…
À deriva numa jangada de ilusões…





Mas eis que surge uma ilha de sonhos…
Perdida algures nos mapas da realidade…
Onde vou construir um castelo de desejos…
E hastear bem no alto a bandeira do Amor…


Sentada na areia perfumada de maresia…
Oiço a música vagueando na minha pele…
Afastando todos os Adamastores do horizonte…
Lembrando mil cores de um arco-íris de Ontem…
Bebendo um Amanhã de promessas floridas….




Whenever the sun refuse to shine...
Whenever the skies are pouring rain...
Whatever I lost I thought was mine...
Whenever I close my eyes in pain...
Whenever I kneel to pray...
Whenever I need to find a way...
I'm calling out your nAme...

domingo, 4 de janeiro de 2009

"Super Balls"




Estava eu a ver TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada para fazer pois no outro dia é segunda-feira, quando a minha esposa se deitou ao meu lado e começou a brincar com minhas “partes”. Após alguns minutos ela teve a seguinte ideia:

- Por que é que não me deixas depilar os teus tintins? Assim eu poderia fazer “outras coisas” com eles.

Aquela frase foi igual a um sino na minha cabeça. Por alguns segundos imaginei o que seriam “outras coisas”. Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu, a imaginar as “outras coisas”, não tive argumentos para negar e concordei.

Pediu-me que me pusesse nu enquanto ia buscar os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei a ver TV, porém a minha imaginação vagueava pelas novas sensações que sentiria e só despertei quando ouvi o toque do microondas.

Voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Estranhei aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de “dona da situação” que deixaria qualquer médico urologista sentir-se um principiante.

Fiquei tranquilo e autorizei o restante processo. Pediu-me para que ficasse numa posição de quase-frango-assado e libertasse o acesso à zona do tomatal. Pegou nos meus berlindes como quem pega em duas bolinhas de porcelana e começou a espalhar a cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa! O Sr. Tolas já estava todo pimpão, que é como quem diz: “Sou o próximo da fila”.

De início, imaginei quais seriam as “outras coisas” que aí viriam. Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou-os no plástico com tanto cuidado que eu achei que ia levá-los de viagem. Tentei imaginar onde é que teria aprendido essa técnica de prazer: Na Tailândia, na China ou pela Internet?

Porém, alguns segundos depois ela esticou o “saquinho” para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro “ A PUUUTA QUEEE TE PARIUUU!”, quase gritado letra por letra. Olhei para o plástico para ver se a pele dos meus tintins não tinha vindo agarrada. Ela disse-me que ainda restavam alguns pelinhos e que precisava repetir o processo. Respondi prontamente:

- Se depender de mim, eles vão ficar aí para a eternidade!!!

Segurei o Sr. Esquerdo e o Sr. Direito com as mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazónica em extinção, e fui para a banheira. Sentia o coração bater nas pendurezas.

Abri o chuveiro e foi a primeira vez na minha vida que molhei a salada antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos deixando a água gelada escorrer pelo meu corpo. Saí do banho, mas nestes momentos de dor qualquer homem se torna num bebezinho: faz merda atrás de merda! Peguei no meu gel de barba com camomila “que acalma a pele”, besuntei as mãos e passei nos “tomates”. Foi como se tivesse passado molho de piripiri. Sentei-me no bidé na posição de “lavagem checa” e deixei a água acalmar os ditos cujos. Peguei na toalha de rosto e abanei-os como quem abana um pugilista após o 10° round. Olhei para meu “júnior”, coitado, tão animado há uns minutos atrás, e agora estava tão pequeno que mais parecia o irmão gémeo de meu umbigo.

Nesse momento a minha esposa bateu à porta da casa de banho e perguntou-me se eu estava bem. Aquela voz antes tão aveludada e sedutora soou-me tal e qual a uma gralha. Saí da casa de banho e voltei para o quarto. Ela argumentava que os pelinhos tinham saído pelas raízes, que demorariam a voltar a crescer. Respondi-lhe que pela espessura da pele dos meus tintins não iria nascer ali nem sequer uma penugem. Pediu-me para ver como estavam. Avisei-a para olhar com meio metro de distância e sem tocar em nada, acrescentando que se lhe desse para rir ainda era capaz de lhe tirar o pó ao pêlo! Vesti a t-shirt e fui dormir sem cuecas. Naquele momento, sexo para mim nem para perpetuar a espécie humana!

No outro dia de manhã, arranjei-me para ir trabalhar. Os “ovos” estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca dantes soprados.
Tentei vestir as boxers, mas nada feito. Procurei algumas mais macias e nada! Vesti as calças mais largas que tinha e fui trabalhar sem nada por baixo.

Entrei na minha secção com uma andar igual ao de um cowboy cagado. Disse bom dia a todos, mas sem os olhar nos olhos, e passei o dia inteiro trabalhando de pé, com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.

Resultado, há certas coisas só existem para as mulheres. Não adianta nada tentar misturar o universo masculino com o feminino.

(autor desconhecido)


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

50 e picos







Atingir o meio século pode ser um drama para muitas pessoas. Pensa-se logo em velhice, no meio caminho andado para o fim. Mas não é. É verdade que não sabemos quanto tempo temos de passagem por esta vida mas a idade não nos deve condicionar em nada porque desde que tenhamos a benesse de viver com saúde não há razão para parar.

Eu já sabia que ia ser uma cota atípica porque, sei lá eu porquê, continuo a ter o mesmo feitio, de criança, de adolescente, de jovem, um pouco de tudo. Continuo a ter os mesmos sonhos, os mesmos desejos e estou sempre a magicar coisas novas. Todos os dias transformo a rotina, apimento-a com um novo olhar, sentindo o que se passa à minha volta com uma vontade férrea de mudar sempre para melhor, de estudar e aprender o que ainda não sei.

Muitas vezes desiludo-me com o Mundo, com os interesses que nos colocam à beira do abismo e que causam danos quase irreparáveis. Muitos “crânios” que regem as Bolsas afinal são apenas simples mortais com ideias de grandeza e os resultados são os que temos: crises económicas lançadas por interesses obscuros, pela loucura de mentes que apenas se preocupam em multiplicar o dinheiro da forma mais errada. Será preciso tanta riqueza, tantos bens materiais, tantos cartões de crédito e tanto luxo para sermos felizes? Será que as empresas só se desenvolvem com projectos megalómanos e escravos a trabalhar quase 24h por dia? Enche-se a boca com humanismos mas quando uma grávida procura emprego fecham-se logo todas as portas. Os “velhos” como eu são corridos com reformas antecipadas porque a ideia é colocar jovens que possam ser moldados aos vícios das empresas, manejados como marionetes e, sobretudo, com salários reduzidos, cenário que no nosso país é o pão-nosso de cada dia.






Quanto a mim, na nova etapa da minha vida tive a sorte de encontrar um verdadeiro Ser Humano que me abriu uma porta quando todas as outras se fecharam e já lá vão quase três anos. Levanto-me com vontade de ir trabalhar e dar tudo o que sei, mas sempre com a determinação de estudar para lá da minha formação académica. Depois de alguns empregos em que fui tratada abaixo de cão hoje sou respeitada e reconhecem-me a experiência e a idade, não sendo estas sinónimo de decrepidez ou senilidade, mas tão simplesmente outra etapa a viver, tão frutuosa como a juventude porque, na realidade, o mais importante é manter a mente a funcionar e não ficar arrumada a um canto, sem objectivos e sem sonhos. Curiosamente, comparado com os anteriores, é o trabalho em que ganho menos e não deixa de ser aliciante por isso. Tenho menos dinheiro? E daí? Também nunca fui uma compradora compulsiva e rejo-me pelo ditado: “Cada um estica a perna à medida do lençol”.


E assim, passo a passo, cheguei aos 53 anos que cumpro hoje. Não apago velas porque não ligo a festas, agradeço apenas mais um ano e espero cumprir muitos mais com este meu feitio que não tem idade, umas vezes com lágrimas e outras com alegria, tentando sempre sorrir por entre as nuvens.







You gotta be
, Des’ree

Listen as your day unfolds
Challenge what the future holds
Try and keep your head up to the sky
Lovers, they may cause you tears
Go ahead release your fears
Stand up and be counted
Don't be ashamed to cry


You gotta be
You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
All I know, all I know, love will save the day


Herald what your mother said
Reading the books your father read
Try to solve the puzzles in your own sweet time
Some may have more cash than you
Others take a different view
My oh my, heh, hey
You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
All I know, all I know, love will save the day


Don't ask no questions, it goes on without you
Leaving you behind if you can't stand the pace
The world keeps on spinning
You can't stop it, if you try to
This time it's danger staring you in the face


Remember
Listen as your day unfolds
Challenge what the future holds
Try and keep your head up to the sky
Lovers, they may cause you tears
Go ahead release your fears
My oh my heh, hey, hey


You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
All I know, all I know, love will save the day.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mais um ano




O que eu desejo muito para o Ano Novo:



QUE TODOS VÓS…

Tenham muito Amor todos os dias…

Muita Coragem para Viver…

Muitos Sorrisos para aquecer o

...



Por isso…

Ergo a minha taça…

A TODOS VÓS…

Com um champanhe de Alegria…

Agradecendo-vos…

Sempre…

O carinho que aqui me deixam.




Beijinhos...
Azuis do Céu...
Prateados como as Estrelas...
Dourados como o Sol.





sábado, 27 de dezembro de 2008

É só uma brincadeira!







Já todos viram os meninos que fizeram aquela “brincadeira” na escola apontando uma pistolinha de plástico à professora. Foi … uma brincadeira! Eles até são bons meninos, têm boas notas e portam-se como anjinhos, o problema é que vêem muito CSI do Cerco e depois dá-lhes aquela vontade de brincar aos polícias e ladrões. Neste caso a “ladrona” era a docente. Os papás acharam que não se deve dar importância a esta coisita de nada, é que apesar de não ser Carnaval… ninguém leva a mal! Pois…







Mas fiquei aqui a pensar com os meus botões: da próxima vez que for ao Banco também levo uma arma a fingir e aponto à malta “Mãos ao ar, passem para cá as pochettes!” É que é mesmo uma brincadeira muito natural e ninguém pode levar a mal! Acho que nem sequer vão accionar o alarme porque afinal o que é que a polícia ia lá fazer? Eu até nem sou má pessoa, porto-me bem e não ando à batatada por aí, por isso posso muito bem andar de pistolinha de plástico apontada a quem me apetecer, só estou a brincar!









Moral da história: uma grande parte dos papás e mamãs de hoje não percebe patavina do que é educar a prole e deixam os meninos e meninas à solta a fazer o que lhes dá na real gana. E a maltinha aproveita mesmo: bate nos pais, nos professores, não sabe escrever e da boquinha inocente só sai calão 24h por dia. Esta “brincadeira” vai sair cara ao País porque não estou a ver futuros adultos com carácter mas sim inconscientes que nunca terão a noção do Bem e do Mal, do Certo e do Errado.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O presente que eu pedi...






… e que não recebi…


O meu encontro com o Clooney…






...snif… snif… snif…











sábado, 20 de dezembro de 2008

Lisboa no Natal










Lisboa no Natal…

Meu cantinho iluminado de céu azul…

Baú de doces e eternas recordações…

Minha alma banhada de Tejo…

Chuva de lágrimas de alegria e dor…

Abraço-te de olhos fechados…

Beijo-te o coração com saudades…

Vivo-te no calor do reencontro…

Maravilhosa e inesquecível…

Amo-te terra minha…

Minha Lisboa.












terça-feira, 16 de dezembro de 2008

"No hago otra cosa que pensar en Ti"










http://www.youtube.com/watch?v=WZv08bTrRAo

Joan Manuel Serrat