quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Entre duas terras




A minha Lisboa…muito amada… muito querida…

Minha Lisboa natal… meu berço… minha terra…

Saudades da luz… das colinas…do meu Tejo…

Um olhar de chuva… um sorriso… um passado…uma vida…














O meu deserto… o meu “hell”… o meu canto…

Meu refúgio… meu barlavento… meu futuro…

Um abraço… um segredo… um desejo…

Um sueste… um vento quente…… o meu Arade…

O azul do mar… do céu… do meu Al-Gharb



~~~~~~ ...~~~~~~


Para lá do Al-Gharb há uma ilha,
Bordada de verde, neve e mar,
Que o meu coração perfilha,
Para o meu sonho alcançar.

.*.*.K.*.*.




Um dia no futuro




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Hoje guardo um pedacinho de ti…
Do que ontem quis, do que ontem foi…
Para amanhã me lembrar sorrindo…
Que foste meu por uns instantes…
Na brevidade de um ínfimo espaço…
De um tempo que se contou pelos dedos…

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Talvez um dia lá longe possa recordar…
Feliz… que passaste pela minha vida…
Sentindo-te ainda na minha alma…
Sabendo que gostei de gostar de ti…
Assim como eu sei… tanto… tanto… tanto…
De olhos fechados… ouvindo aquela música…
“Só tu sabes o que ainda te seduz…
Só tu sentes o que poderá ser…”
Perdida em memórias de um mundo só meu…

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Mas hoje ainda é hoje…
E eu quero viver o que há para viver…
Nas espirais do tempo…

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terça-feira, 14 de agosto de 2007

Vaticínio

O que eu sinto por ti



Está escrito nos livros da paixão
Não foi inventado, sempre existiu
Nasceu das notas de uma música
E cresceu numa noite fria de nevoeiro
Num deserto que é tão meu quanto teu


O que eu sinto por ti

É uma gota de chuva
É um raio de Sol
É uma estrela cadente
É uma estrada de mil cores


O que eu sinto por ti

É tão real quanto tu e eu
Sentido num momento de uma noite
Embalada em sorrisos e olhares
Num doce encantamento de azul

O que eu sinto por ti

Tem o som das tuas palavras
Sussurradas ao meu ouvido
As minhas mãos no teu rosto
Os teus braços enleando o meu corpo


O que eu sinto por ti

Tem o sabor dos teus lábios
Colados aos meus numa dança de mel
Num desejo de mais e mais

O que eu sinto por ti

Tem um nome
Que a negra realidade hoje me impõe
Vaticinando um cruel e certo amanhã
Mas deixando-me voar por um segundo
Na fantasia do “Sonho de uma noite de Verão”
Onde ficarás tatuado com a cor do mar do sul
E com o sabor a sal de uma lágrima
Sentida e chorada com o gelo do adeus.


As anedotas da Pinkinha



Pontus, étas xão as anedotas ca mana Pinkinha manda à je. Mim gota.


Duas raparigas caídas de bêbedas e aflitas para fazer chichi vão fazê-lo no cemitério. Uma limpou-se às cuecas e a outra como não as tinha limpou-se a uma fita de uma coroa de flores.

No dia seguinte um dos maridos ligou ao outro dizendo:

- A minha mulher chegou a casa bêbeda e sem cuecas, acabei o casamento!

Responde o outro:

- Eu também acabei o casamento. A minha mulher também chegou a casa sem cuecas e com uma fita presa no rabo a dizer:


"Jamais te esqueceremos, João, Tiago, Pedro, e todo o pessoal da Faculdade".


...............".................

Quem 60 ao teu lado e 70 por ti,

Vai certamente rezar 1/3 para arranjar 1/2,

Para te levar para 1/4,

E ter coragem de te dizer,

20 comer!

Caprichos






Os caprichos podem levar-nos longe, fazem-nos parecer suaves quando a vontade é todo o contrário, tenaz e implacável. Parecemos inofensivos, condescendentes, plácidos, mas no fundo estamos apenas a tentar conquistar o que nos propusemos, numa teia invisível mas calculada. E não se trata de sair do nosso caminho, somos apenas expectantes de um determinado objectivo.

Mas qual é o busílis da questão? É tentar decifrar o porquê do capricho, cuja definição é “vontade súbita e sem fundamento justificado, obstinação, fantasia”. Será a primeira definição, a segunda, a terceira, ou um misto das três? Deve ser mesmo uma fusão das três, uma vontade com fundamento, ou ausência dele, passando a uma obstinação para alcançar a fantasia. No fim de contas não é obrigatório que haja justificação plausível para tudo, a fantasia existe na nossa mente e seguimo-la… obstinadamente!

E não são os caprichos fáceis que nos aliciam, não, são os mais difíceis, os que nos parecem mais inatingíveis, são precisamente os obstáculos que nos traçam um sorriso um tanto ou quanto maquiavélico.

O resultado é sempre uma incógnita mas enquanto não satisfizermos certos caprichos não descansamos. Calculamos os riscos antecipadamente, por vezes até sabemos a conclusão, mas não queremos saber do futuro, queremos é viver um certo presente da forma mais fantasiosa que pudermos.

Caprichos, os nossos caprichos, “bichinhos” vorazes que nos corroem a imaginação, que nos transformam em crianças mimadas e birrentas até termos o que queremos, extraterrestres do bom-senso e da racionalidade.

Por vezes tem de ser assim mesmo, temos de ser caprichosos para aligeirar esta passagem tão pesada, complexa e difícil que é a Vida.

Starry Night



You made me smile…


On a starry night…



segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Maybe yes or maybe not

I grabbed the phone… and there it was…

The déjà vu… once again…

One more tough decision to be made…

But is there any other way? I guess not…

I never know for sure… I’ll know it later…

Until then the question remains the same…

Is it worth it? Do I really need this?...

Maybe I don’t need it… no… definitely… I don’t…

But I want it… I do…

Wish I didn’t… but I still do… so much…



There’s so many hours ahead… I must wait…

Quietly… very quietly… because it may not happen…

Do I secretly want the opposite? Another question to be made…

No… not the opposite… no… I want it… yet, differently this time…

Facing it with a clear mind… with no expectations of whatsoever…


Would I wish for more? Should I? Could I?...

Now I don’t really know…

Will I know it later?... Will I finally find the last piece of this jigsaw?

It’s always the same… whenever I’m leaving… it comes back… over and over…

But tonight I’ll know the truth… or the lies… either way…

And tomorrow will be another day… may it comes good or bad…

With a smile or some tears…

All’s fair in love and war…



domingo, 12 de agosto de 2007

Manos e Manas



Ontem à noite voltei ao Salão Nobre depois de muitos dias de ausência.

Não estava praticamente ninguém do clube mas foram aparecendo aos poucos. Já não faltava muito para raiar o dia apareceu o mano Portwine e depois a mana tristoca. Começou logo a risota do costume, primeiro com o mano porque me contou uma história que já é típica entre ele e o mano espanholito Aramis, desta vez com a ajuda da alfacinha que é aquela explosão de alegria e boa disposição contínua.

Então o que é que aconteceu, o mano Portwine comprou uma moto nova mas na frase do msn tem o seguinte: “Já tenho a minha lindeza”. Ora a lindeza dá para outros campos e a alfacinha aproveitou a deixa para informar o Aramis, antes deste saber quem era mesmo a dita cuja.

Ficou então o Aramis a saber que o Portwine tinha uma nova lindeza, que sim, que andava muito contente e que andava a montá-la. O mosqueteiro é danado e leva logo tudo para outros sentidos, nem pensou duas vezes, só podia ser mulher! Mas caíram-lhe os queixos quando a alfacinha lhe disse que era preta, ahahah!
Ora o mosqueteiro não gosta nada de misturas de cores e ficou abismado. Quando finalmente conseguiu falar com o Portwine este ainda o encheu com mais petas, rindo que nem um perdido. Rindo que nem uma perdida fiquei eu também, adorava ver a cara do Aramis durante a confusão. Se algum dia algum de nós arranjar alguém com outro tom de pele então é que lhe dá uma coisinha má, eheheh!

A tristoca… bem, a minha twin tristoca, já escrevi tanto sobre ela e no entanto tenho sempre mais a dizer. Já são mais de três anos que nos conhecemos e o que nos liga ultrapassa a amizade, é um verdadeiro amor de irmãs. É impressionante como as nossas vidas têm seguido os mesmos caminhos, como nos aconteceram as mesmas coisas, como pensamos e sentimos de forma idêntica.
Acreditando eu em esoterismos encontro aqui a explicação para estes laços que nos unem sem que sejamos da mesma família. Podemos não ter sangue em comum mas quem sabe já o tivemos, porque talvez algures no passado tenhamos sido familiares ou amigas. Ela faz parte de uma pequena lista de encontros esotéricos. Um dia talvez possa vir cá ou então possa eu ir ao Canadá visitá-la, já falámos tanto desse momento que ambas desejamos. Na volta arrasto o mano Portwine e lá vamos nós para uns dias de grandes risotas, quem sabe não tenho um golpe de sorte na minha vida e me vejo dentro do avião.

A Net tem destas coisas, tem várias vertentes e é preciso saber aproveitá-las correctamente. A sala de chat é sem dúvida um ponto de encontro que tanto nos empurra para situações complicadas como também nos dá grandes alegrias. Mesmo já tendo tido a minha quota-parte de tristezas não me arrependo de lá ter entrado pois foi assim que conheci pessoas que se tornaram tão importantes na minha vida, pessoas que quero conservar sempre porque estão bem guardadas no meu coração.

(O mais engraçado disto tudo é que os manos nem sonham que tenho este novo espaço mas também não ligam muito a este tipo de actividades, eu é que tenho a mania de escrevinhar a torto e a direito por isso nem lhes contei só para não se sentirem obrigados a passar por aqui.)

A mana gosta muito desta música, tem grandes recordações associadas. Eu também tenho, de há três anos atrás, de alguém muito especial...





Em Abril de 1973

Em Abril de 1973 fui a Londres pela primeira vez, na minha viagem de finalistas do então antigo 7º ano do liceu. Esta viagem foi decidida por unanimidade logo no início do ano lectivo, com o Fefas a organizar tudo, como não podia deixar de ser.

Há muito para recordar dessa estadia inesquecível porque houve momentos que ficaram gravados na mente e na alma, mas estes três são os mais importantes: foi a primeira vez que saí de Portugal sem ter o poder materno a dominar e a sensação de livre arbítrio foi única. Aproveitei a oportunidade com juízo e maturidade, tal como todos os meus colegas. O Dr. Serafim, nosso prof. de Desenho ficou orgulhoso, o colégio também, e muitos dos nossos progenitores tiveram que reconhecer que afinal a sua tão jovem prole, na casa dos 17 anitos, afinal era bem mais responsável do que poderiam imaginar.

O segundo momento é que fui para esta viagem como namorada do Fefas e ele que tanto tinha feito para que fosse algo tão especial para nós, e para todos em geral, acabou por não ir devido a problemas com os pais dele. A nossa despedida na Portela foi triste, fui para o avião com lágrimas nos olhos e foi precisamente o seu olhar que procurei ao passar o check-in, como se ainda fosse possível ele acompanhar-me. Mandou-me um beijo e um “Amo-te” que adocicaram o sal das lágrimas, mas já as saudades eram imensas. Valeu-me a companhia da Ana, da Inô e do namorado dela e depois marido, o Henrique, que foi o nosso protector incansável. Ao fim do dia reuníamo-nos no quarto das meninas para jantar e comentar as visitas e era uma risota pegada. Por vezes apareciam mais colegas e aquele quarto gigante parecia o recreio do colégio.

O terceiro momento foi algo impossível de esquecer e que ainda hoje me faz sorrir. Já levávamos os bilhetes comprados em Lisboa, com séculos de antecedência porque de outra forma não teríamos conseguido ver o espectáculo. O Zé M., meu querido e adorável colega de classe e autocarro, e a Isabel G., minha querida amiga desde miúdas, também lá estavam mas a verdade é que foram quase todos, incluindo o prof. Serafim com o qual trocámos opiniões no intervalo e no fim.

Não sei se choraram todos, sei que a Ana, a Inô, o Henrique e eu sim, baba e ranho. Chorámos pela beleza do espectáculo, pela música e pela experiência. Eu chorei também de saudades do meu Fefas, com uma pena imensa por não estarmos juntos em momentos que ambos desejámos e sonhámos durante tanto tempo. Enfim, um bando adorável de lamechas e eternos sonhadores.



Excelsior

Bem, ó giraço, já que vieste parar ao meu segundo hospício vou retribuir, in loco, o post que me dedicaste com aquelas fotos de um Nespresso que mesmo as mulheres que não gostam de café gostariam de tomar… mas só por cima do meu cadáver, como é óbvio! Não sou egoísta mas alto lá, aquela “máquina” pertence-me, cof cof cof…

Depois desta introdução à la mode de La Kakau, passemos ao importante e que é dar-te as boas-vindas aqui ao estaminé da je, serás sempre um VIP e os teus comentários muito apreciados.

Aceito as tontices que me apontas e que sei bem quais são, mas podes crer que os teus conselhos não foram em vão, não há nada como nos confrontarem com a realidade para acordarmos, penso que começo a sair deste sono asinino que me atingiu e neste despertar que nada tem de Cinderela, ou de Branca de Neve, tiveste um grande papel, por isso ficam aqui os meus agradecimentos, mais uma vez.

Os meus post aqui serão algo diferentes dos que já coloquei no Chat de Vida porque este é o espaço que construí para escrever os sentimentos da Maria. A Maria é uma Xena-Kakau e isto porquê? Porque a Xena é o meu alter-ego, o meu feitio de 25 anitos, e a Kakau é a mulher madura que lhe põe um certo travão, senão ninguém a aguentava.

Mas não há dúvida que soubeste ler a Maria disfarçada de Kakau e que “viste” o lado sério no meio das brincadeiras, poucos o conseguiram e entenderam, daí que seja o sinónimo da loura burra no Salão Nobre, título que não me incomoda mesmo nada.

Aqui não escondo o que me vai na alma nem me preocupo tanto com o estilo, quando me sento frente ao monitor transmito apenas o que se passa no momento, é a minha catarse de tantas e tantas coisas que me acontecem. Mas eu sei que quando deres aqui um saltinho serás benevolente com algumas patetices que possas encontrar.

Fui copiar a tua nave ao hi5, espero que não te zangues com este copianço sem permissão mas tinha de pôr aqui algo teu.


Beijinhos grandes pa tu e sorrisos*****************